terça-feira, 4 de novembro de 2008

Resenha Kubuntu 8.10 (32 bits)

No último dia 30 foi lançada a versão 8.10 do Ubuntu e seus irmãos, Kubuntu e Xubuntu. De lá para cá já se foram quase 1 semana, uma semana intensa, pois normalmente as duas primeiras semanas logo após ao lançamento sempre são marcada por uma enxurrada de mensagens de pessoas reportando bugs, problemas, lançamentos e patchs e etc.

Apesar de já haver baixado o Ubuntu/Kubuntu na semana passada, apenas agora tive tempo para poder realizar alguns teste com essa nova versão. Para aqueles que já vem acompanhando meus reviews (tanto aqui quanto no meu antigo blog) sabem que normalmente costumo fazer as avaliações em um notebook Hp Pavillion zv6000 começando pelo Ubuntu e depois indo para o Kubuntu, ambos versão 32 bits. Dessa vez o teste será um pouco diferente, a versão testada ainda será a 32, porém começarei pelo Kubuntu e em um notebook diferente, o Dell Latitude D820, emprestado infelizmente.

Você devem estar se perguntando o por quê da escolha do Kubuntu. Pois bem, apesar fã assumido do Gnome há bastante tempo, desde o lançamento da versão 4 eu que vinha acompanhando seu desenvolvimento do KDE com bastante proximidade.

O KDE 3/3.5 era um ambiente estável? Sim era, mas em minha opinião era um ambiente poluído, sem grandes atrativos e que vinha reciclando a mesma filosofia de uso desde as primeiras versões. A versão 4 por sua vez trazia embutido uma nova filosofia (ao menos de uma nova filosofia de marketing) de repensar o uso do desktop por parte do usuário. Lembro que ainda no Ubuntu 7.10 (ou teria sido no 8.04? Não tenho tanta certeza agora) eu cheguei a instalar a versão 4.0, mas por achá-la bem rudimentar acabei deixando-a de lado. Inclusive, eu aproveito o gancho para recomendar o ótimo artigo de Ladislav Bodnar intitulado Three versus Four. Esse artigo, em ingles, foi originalmente publicado no distrowatch.com mas é possível encontrar uma versão traduzida por Roberto Bechtlufft no Guia do Hardware.

Vamos listar a máquina. Esse notebook da Dell roda um processador Intel Core2Duo 1,7GHz com 2 GiB de Memória RAM e vídeo NVidia 120M, rede sem fio Intel e áudio SigmaTel.

A tela de inicialização do Kubuntu, mantém a tradição das versões anterior, o que em minha opinião é um erro, pois outras distribuições como OpenSuse e Fedora a muito que já adotam telas de inicialização mais modernas e atrativas, porém o que falha na inicialização do sistema sobra quando a mesma dá lugar a inicialização do KDE a coisa fica impressionante. Com um aspecto moderno e sóbrio. Durante o carregamento um tom de preto e cinza preenche a tela, para logo em seguida dar lugar ao tradicional azul, porém com uma opção a mais pelos tons escuros, do azul tendendo ao índigo.

No desktop já começamos a encontrar outra diferença da versão 3, com os ícones no desktop começarem a dar lugar a widgets, ou pequenos aplicativos que auxiliam tanto a aumentar a produtividade do usuário quanto para dar um fôlego para o sistema. Por padrão o Kubuntu vem um com widget simulanto um PostIt (chamado simplesmente de Notas) e outro onde são agregados os links que anteriormente ficariam jogados na área de trabalho. É possível adicionar outros widgets - como de integração com agenda, amarok, etc – com um simples clique com o botão direito na área de trabalho.

Na parte inferior da tela encontramos a já tradicional barra inferior, com o menu K, a seção de aplicativos em execução, o relógio e a bandeja de ícones. Com relação a esses,eu senti uma legenda , daquelas que aparecem ao se passar o mouse por cima, explicando o para que cada um deles serve, já que as imagens por si só não só muito intuitivas. Os ícones padrão são (da esquerda para a direita): seletor da área de trabalho virtual, um modo tela cheia, gerenciador da área de transferência, controle de volume, indicador de bateria, assistente de redes, gerenciador de mídias e dispositivos no sistema, relógio e lixeira.

Ao clicar no menu K, encontramos algo bem distinto daquilo que estamos acostumados nas versões anteriores. O menu, agora quadrangular, vem com 4 abas sendo a primeira com aplicações favoritas, aplicações instaladas, computador (equivalente ao “meu computador” do mundo das janelas), documentos acessados recentemente e desligar o pc. Uma comparação vaga poderia ser feita com o meno do Gnome elaborado pela Novell para o Suse Enterprise, porém a do KDE 4 supera.

Um item importantíssimo que ganhou uma bela atualização foi o gerenciador de arquivos desta Edição. Não mais temos o Konqueror agora como o programa para navegação entre a pastas e arquivos, ele até existe mais agora como o navegador padrão da distribuição, o que é uma pena pois eu acho que teria sido muito melhor trazer o Firefox como navegador padrão. Enfim, agora o Dolphin é o novo aplicativo de navegação local, o que em minha opinião é um dos grandes atrativos dessa edição tanto pela beleza, no mesmo padrão da interface, quando pela experiência de uso estilo i-pod quando utilizado no modo coluna, no mais ele trás um uso semelhante ao já conhecido do Nautilus ou do PCman.

Dos aplicativos relevantes temos o OpenOffice, o único em comum entre Kubuntu e Ubuntu, Amarok como mídia player, K3b para gravação de mídias e Kopete para mensagens instantâneas. Senti falta de algumas aplicações no KDE: primeiro uma espécie de Painel de Controle integrado com opções do sistema, algo como a integração do Painel de Controle do KDE 3.5 com o Yast, como no OpenSuse. Apesar de trazer uma interface para gerenciamento de drivers proprietários, até ai comum ao Ubuntu, sinto falta de uma interface onde pudesse verificar todo o hardware da máquina, uma espécie de interface para o lshw. Outra falta que senti, dessa vez comparado com o Ubuntu 8.10, foi um programa de gerenciamento de partições, como o Gparted. Um tanto supérfluo, mas que seria bem-vindo, seria um cliente de torrent.

Ao executar o Kubuntu 8.10 no Latitude D820, os leds de indicação do placa sem fio e do bluetooth estavam ligados, dando a opções de estarem funcionando. Infelizmente a placa de rede sem fio fora reconhecida mas o sistema não conseguiu carregar o driver apropriada e forçou um estado de conectado a mesma. No caso do bluetooth, o aplicativo kbluetooth sequer iniciou. No caso do áudio, eu esqueci de mencionar, ele funcionou corretamente.

Infelizmente o dono do notebook apareceu antes que eu pudesse concluir os testes, portanto não pude tentar resolver o problema com a rede e o bluetooth, mas pessoalmente eu acredito que uma atualização de pacotes resolve esse problema, afinal esse é um modelo popular da dell, e que portanto centenas de outros usuários já devem ter sentido essa faltas.

É isso, olhando por um ângulo geral eu gostei bastante dessa versão do Kubuntu. Gostei tanto que pretendo estar instalando ainda essa semana no meu pc de uso diário. Portanto assim que o fizer eu posto uma resenha mais completa, ao menos assim espero. Um abraço e até a próxima!

Um comentário:

Thiago Ponce disse...

Tales, qual o equivalente do Gparted para o Kubuntu? Ou caso não haja, como é feito aquele processo de particionamento através do Gparted (no Ubuntu) no Kubuntu?

No aguardo,

Thiago.